Posso
ter uma caralhada de defeitos, mentirosa não é um deles. Bem pelo contrário,
sou extremamente sincera, o que nem sempre é uma virtude, visto que muitas
vezes eu me coloco em situaçoes constrangedoras em decorrencia disso. Comecemos
então com uma medida de pura sinceridade: eu não lembro o nome de todos os
pênis que já me foderam. Nem de todas as bocetas que comi. Me morda. Nomes não
são nem nunca serão meu forte.
Estava eu com meus 18 aninhos e indo
viajar com uns amigos, sozinha, pela primeira vez. Não poderia estar mais
empolgada de ir acampar na praia – sim, na ansia de viajar sem supervisao eu
optei por ignorar os detalhes que me faziam ODIAR ACAMPAR, pensando que seria
ja bom o fato em si de não ter adultos pra incomodar ou regrar. AH-HAM.
De partida, comecei bem: fui acampar
na praia e esqueci de levar biquini. Passei os 2 dias seguintes ouvindo: ¨mas
por que tu não trouxe biquini?”. “porque eu gosto de sofrer, animal, não é
porque eu esqueci”. Como meu contado dinheiro da época era para me alimentar de
cerveja, curti a praia de saia jeans e camiseta.
De quem consistia a galera: eu,
fedelha fedendo à fraldas ainda, querendo fazer tudo que não podia fazer; meu
irmão mais velho que não podia beber pois estava dirigindo; a ficante fanha e
bulimica dele, que também só levou sapatos de salto agulha e bico fino, pra um
acampamento; o amigo metido a pegador que tomava anabolizante e por isso tambem
não podia beber e aquele amigo que ninguém nunca lembra. Assim, éramos 5.
Logo de cara, um problema lógico, só
descoberto quando já estávamos no local: éramos 5 e para uma barraca de 3
pessoas. Que ninguém sabia montar. Após resolvermos nosso pequeno revés,
precisávamos descobrir o que faríamos depois. Decidimos por ir pra um bar
frente ao mar , comer algo e/ou beber. Resolvi me alimentar de cevada, sempre
uma excelente idéia para quem já quase não se humilha sem o fator alcool.
Certa hora da noite resolvi que era
meu momento de criar asas e sair por aí, conversar com pessoas que nunca tinham
me visto, queimar meu filme onde eu não o havia feito. Com uma grande *dose
de coragem liquida ingerida, saí pelo
mundão a procura da próxima cagada. Não literal, por favor, não sou tão
deselegante assim.
Leo (como o irei chamar, já que não
lembro do nome verdadeiro) estava sentado em uma canga na areia e , apesar de
nunca te-lo visto mais gordo, sentei ao seu lado e puxei conversa, afinal, ele
era meu estilo de homem ( ou vítima, como meu irmão adorava chamar). Rostinho
bonito, magrinho, cabelos lisos e castanhos, como os olhos (não lisos, porém
castanhos). Perguntou se eu não queria ir para uma parte mais vazia da praia e
eu fiquei empolgadíssima ao pensar num sexo com um estranho que, em meus
pensamentos, eu nunca mais veria, então poderia extravasar. Pedi um momento
para ir avisar meus companheiros.
A cena que me deparo ao chegar no
local: o amigo que ninguém lembra estava num canto acuado sendo atacado por um
chiuaua manco raivoso, meu irmao trancado no banheiro com diarréia, a sirigaita
dele xingando a areia por entrar no seu salto agulha. E o ultimo elemento
sumido, não faço idéia de onde o metido foi parar. Resolvi que era perda de
tempo iniciar algum tipo de diálogo para explicar o que eu estava indo fazer,
então fiquei quieta e parti pra ação. Fui com o Leo para o canto vazio da
praia..
Chegamos lá, tiramos as roupas, e eu
estranho: “ué, mas o pau dele não vai ficar duro?” pensei comigo. Continuamos
no amasso, e nenhum sinal do mini Leo. Até que eu resolvi meter a mão pra
ajudar. Cena seguinte: eu me deparei com algo chamado MICROPENIS. Como eu
estava alcoolizada, dei continuidade e trepamos. Logicamente que eu nem senti,
o negocinho era menor que um OB mini, isso que estava duro. Terminada a
resenha, cada um pro seu lado. Volto eu pros meus amigos débeis e ele pra sei
la eu onde.
Como eu já era um ser muito maduro
na época, espalhei aos 4 ventos que tinha trepado com o micropenis. Não
satisfeita, eu falava o nome e dava a descriçao do moço. Tudo muito bacana da
minha parte, tenho muito orgulho de mim nesses momentos. Teve então a festa a
fantasia.
Fomos a uma festa na casa de praia
de um amigo, e foi muita gente mesmo. E quem estava lá? O micropênis. Pegando
minha amiga. Como eu sou gente boa pra caralho, fui lá alertar minha amiga.
Ela, outro ser angelical, o levou pro
banheiro e baixou as calças dele. E começou a rir.
Nunca mais o vimos de novo.
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